Áreas de Intervenção
Adolescência
É na adolescência que muitas vulnerabilidades emocionais, que por vezes permaneceram silenciosas durante a infância, tendem a se manifestar com maior intensidade, trazendo sofrimento e aumentando o risco de surgirem perturbações psicológicas que podem requerer acompanhamento especializado. Algumas situações que podem justificar observação psicológica e, se necessário, psicoterapia:
Alterações de comportamento alimentar (anorexia, bulimia)
Queda acentuada ou dificuldades persistentes no rendimento escolar
Problemas de aprendizagem
Mudanças de comportamento (agressividade, desafio, mentira)
Comportamento aditivo (jogos, pornografia, drogas, álcool, medicamentos, entre outros)
Tendência ao isolamento
Tristeza profunda ou sinais de depressão
Ansiedade persistente ou excessiva
Dificuldades de vivência e aceitação da sexualidade
Comunicação empobrecida ou conflituosa com os pais
Dificuldades de relacionamento com colegas e pares
Dúvidas e inseguranças quanto ao futuro académico e profissional
Vivência de bullying (como vitima ou agressor)
Em certas fases da vida adulta, as pessoas podem sentir‑se sobrecarregadas e com dificuldade em lidar com determinadas situações. Crises amorosas ou conjugais, conflitos familiares, dificuldades no trabalho, insatisfação profissional, ansiedade, fobias, stress, depressão, consumo de substâncias ou o luto por perdas importantes são alguns exemplos de desafios que, por vezes, se tornam difíceis de gerir sozinhos, trazendo sofrimento e impacto em várias áreas da vida quotidiana.
A psicoterapia individual, dirigida ao adulto, oferece um espaço para falar dessas emoções e compreendê‑las no contexto da relação terapêutica, o que permite desenvolver recursos emocionais mais ajustados e adaptativos, facilitando uma relação mais serena consigo próprio e com o mundo ao redor. Alguns dos motivos mais frequentes que levam o adulto a procurar ajuda psicológica:
Dificuldades nas relações amorosas ou conjugais
Dificuldades nas relações familiares e sociais (isolamento, conflitos)
Problemas no trabalho ou insatisfação profissional
Dificuldades relacionadas com a sexualidade
Lutos e perdas significativas
Irritabilidade ou Agressividade
Tristeza profunda ou depressão
Ansiedade e ataques de pânico
Fobias
Comportamentos Obsessivos
Insegurança e baixa autoestima
Comportamentos Aditivos
Doenças crónicas
A terapia de casal é um espaço de apoio específico para o casal como unidade, orientado para melhorar a comunicação, compreender conflitos recorrentes e reorganizar a relação frente a desafios da vida adulta. Quando o casal atravessa momentos de tensão, insatisfação ou desgaste, a terapia ajuda a desmontar padrões repetitivos, fomentar escuta e criar uma forma mais equilibrada de se relacionar, tendo também impacto direto na qualidade de vida dos filhos e na parentalidade.
Em casais que são também pais, a chegada de um bebé costuma ser um ponto de viragem: muda o tempo, a divisão de tarefas, a intimidade e a forma como se educam os filhos. A terapia de casal pode ajudar a regular essa nova dinâmica, reduzir fadiga, clarificar papéis parentais e proteger o vínculo conjugal, para que o bebé e a parentalidade sejam vividos com mais equilíbrio e menos stress. Exemplos de situações que justificam terapia de casal:
Dificuldades de comunicação constante ou conflitos frequentes
Crises após a chegada de um bebé (cansaço, ciúmes, falta de tempo a sós)
Diferenças de estilo de parentalidade e divisão de tarefas
Sentimento de sobrecarga ou de exclusão de um dos membros
Ciúmes, infidelidade ou reorganização de confiança
Perda da intimidade emocional ou sexual no casal
Planeamento de gravidez, dúvidas ou dificuldades de fertilidade
Luto perinatal, dificuldades na transição para a parentalidade ou ansiedade parental
Ansiedade ou depressão em um dos membros, com impacto no casal e nos filhos.
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